O Portal Terra publicou em 26 de junho de 2026 uma reportagem que usou entrevistas simuladas por IA. A matéria trazia especialistas fictícios, como o nutricionista imaginário Dr. Rafael Martins e a gastroenterologista fictícia Dra. Helena Costa. A FENAJ classificou o caso como uso irresponsável da tecnologia.
O que aconteceu na reportagem
O texto falava sobre efeitos colaterais do consumo excessivo de fibras. Ele foi marcado como produzido com IA e incluía falas atribuídas a profissionais que não existem. O Portal Terra reconheceu o erro e suspendeu o parceiro responsável pela publicação.
Casos parecidos já haviam ocorrido antes. Em 2024, a Editora Abril enfrentou problema semelhante no site Bebê. A Folha de S. Paulo também usou NotebookLM em outra situação, o que gerou questionamentos sobre transparência.
Posição da FENAJ
A entidade divulgou nota em 1º de julho de 2026 exigindo regras claras de responsabilidade editorial. Ela defende transparência total e limites éticos para o uso de IA em reportagens. A FENAJ pede que a categoria pressione empresas e o Congresso.
Desde novembro de 2024 a FENAJ apoia o Projeto de Lei 2338/2023. O texto exige que empresas informem quando usam conteúdo jornalístico para treinar modelos de IA e garantam remuneração justa aos autores.
Por que o tema importa agora
O episódio reforça a discussão sobre credibilidade no jornalismo automatizado. Ferramentas como o ScalePress ajudam a organizar pautas e gerar textos com base em fontes reais, mas ainda exigem revisão humana rigorosa. Sem curadoria, o risco de criar conteúdo falso aumenta.
Em dezembro de 2025, durante o 40º Congresso da FENAJ, jornalistas já debatiam o impacto da IA nas redações. A entidade considera o momento estratégico para atualizar normas de trabalho e comunicação.