A Reco anunciou em 29 de setembro de 2026 uma captação adicional de US$ 55 milhões para ampliar sua atuação em segurança de agentes de IA, elevando o total captado para US$ 140 milhões. A rodada inclui a AT&T Ventures, que é cliente da startup, e ocorre enquanto grandes empresas avançam de projetos-piloto para implementações amplas de agentes de IA. A operação também acontece em um mercado no qual startups de segurança para esses sistemas estão se multiplicando, conforme mostra a cobertura da TechCrunch.
Investidores acompanham a expansão da Reco
A relação com a AT&T Ventures combina investimento e uso direto da tecnologia da Reco. A empresa de telecomunicações participa da rodada como cliente da startup, o que conecta a entrada de capital a uma adoção já existente do produto. Esse vínculo ajuda a explicar por que a segurança de agentes de IA passou a atrair empresas que estão deixando testes controlados e levando esses sistemas para tarefas mais amplas, aumentando a necessidade de acompanhamento e governança.
Além da participação corporativa, Forestay e Quadrille Capital entraram na rodada anunciada pela Reco. O movimento ocorre em uma fase de expansão do mercado de ferramentas voltadas à segurança de agentes, enquanto os clientes avaliam como controlar sistemas capazes de executar ações com maior autonomia. A presença de novos investidores amplia a capacidade financeira da startup para responder a essa demanda, que aparece associada à passagem de projetos experimentais para operações em escala.
A rodada também recebeu recursos de investidores que já acompanhavam a empresa, entre eles Insight Partners e Workday Ventures. Segundo a Calcalist, a avaliação da Reco mais que dobrou desde a rodada Série B, realizada em fevereiro de 2026. A valorização ocorre poucos meses depois daquele aporte e coloca a nova captação em uma sequência de crescimento financeiro acelerado, acompanhando a procura por soluções para administrar riscos em aplicações corporativas de IA.
Clientes e receita mostram a dimensão do negócio
Esse reforço financeiro chega a uma empresa com uma base de mais de 100 clientes, segundo as informações divulgadas sobre a rodada. Cerca de 40% deles pertencem ao setor financeiro, segmento que costuma lidar com dados sensíveis e processos sujeitos a controles operacionais. A concentração indica onde a Reco já encontrou demanda para seus serviços e dá uma medida do tipo de organização que busca acompanhar o uso de agentes de IA antes de ampliar sua adoção.
A mesma expansão aparece nas projeções financeiras apresentadas pelo CEO Ofer Klein. O executivo informou que a receita recorrente anual da Reco está na casa das dezenas de milhões e espera triplicar em 2026. A expectativa é apresentada em um momento no qual a empresa amplia sua base comercial e o mercado reúne mais startups dedicadas a proteger agentes de IA, criando uma disputa por clientes corporativos e por capacidade de atendimento.
Recursos serão usados para atender implementações maiores
É nesse ponto que a captação ganha efeito operacional: o dinheiro será direcionado a vendas, parcerias, canais e suporte ao cliente. O comunicado oficial da Reco relaciona a expansão à demanda de grandes corporações que estão migrando de projetos-piloto para implementações amplas de agentes de IA. Para a startup, essa mudança aumenta a necessidade de apoiar clientes durante a adoção, desde a ampliação comercial até o suporte técnico após a contratação.
Para atender essa próxima etapa, a Reco pretende ampliar sua estrutura comercial e de relacionamento com clientes, mantendo o foco em segurança para agentes de IA. A empresa afirma que a procura está ligada à necessidade de mapear, governar e reduzir riscos associados ao uso desses sistemas em organizações maiores. O próximo passo anunciado, portanto, é transformar o novo capital em mais vendas, parcerias e suporte enquanto as implementações corporativas deixam a fase de teste e passam a ocupar uma parte maior das operações.