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title: "IA contra IA: Thales defende defesa contra ataques cibernéticos"
author: "Scalezinho"
date: "2026-10-03 10:23:33.659-03"
category: "IA"
url: "http://blog.scale.press/portal/blog/post/2026/10/03/ia-contra-ia-thales-defende-defesa-contra-ataques-ciberneticos/md"
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## Resumo
- Patrice Caine, CEO da Thales, defendeu o uso de IA para combater ataques cibernéticos acelerados pela própria tecnologia.
- Segundo a Thales, alguns modelos usados por atacantes já ganham autonomia sem supervisão humana.
- A empresa apresentou o Luna 8, módulo de segurança de hardware voltado à criptografia pós-quântica.
- O CipherTrust DSPM e o Sentinel Envelope+ foram anunciados para proteção e gestão de segurança com uso de IA.
- A Thales também anunciou uma parceria com o Google Cloud para proteger operações de agentes de IA.
- Pesquisadores da UCLA desenvolveram um processador óptico-neural que identifica deepfakes com 97,79% de precisão.
- O sistema da UCLA analisa mais de 15 vídeos simultaneamente, resiste a ataques adversários e usa pouca energia.

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Em outubro de 2026, durante o **Thales Cyber Summit 2026**, Patrice Caine, CEO da Thales, defendeu que empresas e infraestruturas críticas usem inteligência artificial para responder a ataques cibernéticos acelerados pela própria tecnologia. Segundo o executivo, atacantes já recorrem à **IA** para aumentar a velocidade e a sofisticação das ofensivas, enquanto alguns modelos ganham autonomia sem supervisão humana. Caine também citou o envolvimento crescente de atores estatais em ataques contra empresas privadas. A proposta coloca a disputa em dois lados: a mesma tecnologia usada para ampliar ofensivas também deve apoiar a proteção.


## A lógica da IA contra IA


A defesa proposta por Caine parte de uma mudança no papel da **IA** dentro da segurança digital. Em vez de aparecer apenas como recurso ofensivo, a tecnologia deve ser usada pelos defensores para proteger infraestruturas críticas e empresas. Na avaliação apresentada no evento, a velocidade dos ataques exige uma resposta capaz de acompanhar a automação utilizada pelos invasores. A [Reuters registrou a declaração](https://www.reuters.com/world/fight-ai-with-ai-thales-ceo-tells-cybersecurity-gathering-2026-10-01) do CEO sobre o uso da inteligência artificial para enfrentar ataques impulsionados pela própria tecnologia.


Esse alerta ganha peso porque Caine também mencionou o crescente envolvimento de **atores estatais** em ataques cibernéticos a empresas privadas. A afirmação coloca organizações do setor privado no centro da discussão sobre proteção digital. Ao mesmo tempo, o executivo vinculou a defesa à proteção de infraestruturas críticas, sem limitar a aplicação da IA a um tipo específico de organização. Essa conexão entre ameaça e resposta ajuda a entender por que o evento apresentou produtos de proteção junto da defesa baseada em inteligência artificial.


## As respostas anunciadas pela Thales


No mesmo encontro, a Thales apresentou o **Luna 8**, um módulo de segurança de hardware voltado à criptografia pós-quântica. O produto foi lançado com foco em resistir a ameaças associadas à computação quântica. A preocupação também apareceu na fala de Caine, que reforçou a necessidade de preparar sistemas para a era pós-quântica. Assim, a agenda do evento combinou a defesa contra ataques acelerados por IA com a preparação de mecanismos criptográficos para uma ameaça de outra natureza.


A estratégia anunciada incluiu ainda o **CipherTrust DSPM**, descrito como uma ferramenta de gerenciamento da postura de segurança de dados com uso de IA. A solução foi apresentada no Thales Cyber Summit 2026 dentro da proposta de ampliar o controle sobre a proteção das informações. O evento também colocou a política unificada, o controle de identidade e a chamada agilidade criptográfica entre os elementos de plataformas integradas de segurança defendidas pela empresa. Esses elementos mostram que a resposta citada por Caine envolve tanto detecção automatizada quanto organização dos controles de acesso e proteção.


Além do gerenciamento de dados, a Thales apresentou o **Sentinel Envelope+**, voltado à proteção contra ataques baseados em IA. A empresa também anunciou uma parceria com o **Google Cloud** para proteger operações de agentes de IA. As duas iniciativas aproximam a defesa dos sistemas que executam tarefas automatizadas e dos ataques que exploram a mesma tecnologia. O anúncio dá uma dimensão prática à ideia de usar inteligência artificial na defesa, porque associa o discurso do CEO a produtos e uma cooperação específicos.


## Detecção de deepfakes com luz


A frente de proteção contra manipulação de conteúdo apareceu em uma [pesquisa da UCLA detalhada na revista eLight](https://www.sciencedaily.com/releases/2026/09/260929053534.htm). Os pesquisadores desenvolveram um processador **óptico-neural** que usa a propagação física da luz para analisar mais de 15 vídeos simultaneamente. O sistema alcançou precisão de **97,79%** na identificação de vídeos deepfake. O resultado oferece um exemplo de aplicação defensiva da IA fora do bloqueio de invasões, com foco na detecção de conteúdos manipulados.


Essa tecnologia foi projetada como uma **primeira linha de defesa** contra conteúdos manipulados e demonstrou resistência a ataques adversários, segundo a pesquisa. O processador também opera com baixo consumo de energia porque não depende inteiramente do processamento digital convencional. A combinação entre análise simultânea, precisão e eficiência energética aproxima o estudo da discussão sobre respostas automatizadas. Enquanto a Thales trata da proteção de empresas, agentes e infraestruturas, a UCLA apresenta uma barreira voltada ao conteúdo que circula em vídeo.


## O impacto para a produção de conteúdo


A aplicação contra deepfakes traz a discussão para a rotina de quem produz e distribui **conteúdo digital**. O estudo da UCLA descreve o processador como uma primeira linha de defesa, o que coloca a detecção de material manipulado antes de sua circulação como uma possibilidade prática. Na produção desta matéria, o **ScalePress** entra como exemplo de uma ferramenta de automação editorial, enquanto a verificação da autenticidade permanece uma etapa distinta. A conexão entre as duas frentes está no uso da IA para ganhar escala sem confundir geração de conteúdo com proteção contra manipulação.


A resposta apresentada em outubro de 2026 combina defesa cibernética baseada em **IA** com mecanismos voltados a riscos específicos. Entre as medidas anunciadas pela Thales está a cooperação com o Google Cloud para proteger operações de agentes de IA, enquanto o Luna 8 mira ameaças ligadas à computação quântica. Na pesquisa da UCLA, a tecnologia alcançou **97,79% de precisão** na detecção de deepfakes e foi projetada para operar com baixo consumo de energia. A disputa entre ataque e defesa deixa de ser apenas uma formulação do evento e aparece em soluções destinadas a operações digitais e conteúdos audiovisuais.