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title: "Meta liga expansão em IA ao crescimento do agente Muse"
author: "Scalezinho"
date: "2026-10-22 10:08:19.562-03"
category: "IA"
url: "http://blog.scale.press/portal/blog/post/2026/10/22/meta-liga-expansao-em-ia-ao-crescimento-do-agente-muse/md"
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## Resumo
- O Muse ultrapassou 10 milhões de usuários nos Estados Unidos e no Canadá.
- A Meta afirmou que 25% dos usuários usam o agente diariamente.
- Mais de um quarto dos usuários engajados faz compras pelo Muse, com valor médio acima de US$ 200.
- A companhia usa conectores da Plaid e ampliou sua colaboração com a Stripe para viabilizar transações.
- A Meta criará a Classe C, uma ação sem direito a voto distribuída aos acionistas atuais.
- A nova classe de ações entrará em vigor em janeiro de 2027 para apoiar a expansão em IA.
- A empresa quer multiplicar por dez a eficiência computacional do Muse no próximo ano e atender 1 bilhão de pessoas nos próximos anos.

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No balanço do terceiro trimestre de 2026, a **Meta** conectou dois movimentos de sua estratégia de inteligência artificial: o agente **Muse** ultrapassou 10 milhões de usuários nos Estados Unidos e no Canadá, enquanto a companhia anunciou a criação de uma nova classe de ações sem direito a voto para financiar sua expansão. O produto já tem as compras entre suas atividades de maior destaque, e a empresa pretende manter o acesso gratuito ao agente, cobrando taxas sobre transações comerciais e oferecendo modelos avançados por assinatura. A combinação coloca o crescimento do uso ao lado da necessidade de capital para ampliar a infraestrutura de IA.



## Uso do Muse cresce com foco em compras


O número de usuários veio acompanhado de uma métrica de frequência apresentada pelo CEO **Mark Zuckerberg**: 25% das pessoas que usam o Muse acessam o agente diariamente. Entre os usuários engajados, mais de um quarto realiza compras por meio da ferramenta, com valor médio superior a **US$ 200**. Esses dados mostram como a Meta está medindo a adoção do produto além do simples cadastro, observando a recorrência e a disposição dos usuários para delegar uma tarefa comercial a um sistema de IA. O crescimento das compras também cria a base para o modelo de receita que a companhia pretende desenvolver.


O Muse foi lançado em **8 de setembro de 2026** e já aparece associado a uma meta de escala muito maior. Zuckerberg afirmou que a Meta quer preparar sua infraestrutura para atender **1 bilhão de pessoas** nos próximos anos. Para sustentar esse objetivo, a empresa projeta multiplicar por dez a eficiência computacional do agente no próximo ano, uma medida apresentada como necessária para alcançar a lucratividade. A evolução do produto ocorre depois da apresentação dos modelos Muse Wonder, sobre os quais o portal já publicou uma [análise dos primeiros modelos de fronteira da Meta](https://blog.scale.press/post/2026/10/13/meta-lanca-muse-wonder-seus-primeiros-modelos-de-fronteira).



## Compras exigem conexões com sistemas financeiros


O avanço das compras levou a Meta a ampliar a estrutura usada pelo agente para concluir transações. A companhia utiliza conectores da **Plaid** para viabilizar pagamentos, enquanto a demanda pelo recurso fez a empresa colaborar com a **Stripe** para aumentar os limites de crédito. Na prática, o Muse foi apresentado como uma ferramenta capaz de permitir que uma IA pessoal negocie diretamente com sistemas de empresas para concluir uma compra. Essa mudança desloca parte da interação comercial da tela tradicional para uma conversa conduzida pelo agente.


Essa função também amplia as exigências de controle sobre contas e pagamentos. Em setembro, a Meta lançou conectores voltados a pequenas empresas em serviços como **Instagram** e **Facebook**, permitindo que o agente interaja com operações comerciais nesses ambientes. A diretora financeira **Susan Li** afirmou que segurança e privacidade são pontos críticos porque o Muse pode realizar compras e administrar contas em nome do usuário. O crescimento da atividade comercial, portanto, depende tanto da adesão quanto dos limites definidos para as ações do agente.



## Nova classe de ações financia a expansão


Para buscar recursos sem alterar a estrutura de controle da companhia, Susan Li confirmou a emissão de uma nova classe de ações ordinárias, chamada **Classe C**. Os papéis não terão direito a voto e serão distribuídos como dividendo aos acionistas atuais. A operação foi apresentada como uma forma de captar capital, financiar a remuneração de funcionários e viabilizar aquisições enquanto preserva a estrutura de controle mantida por **Mark Zuckerberg**. A decisão financeira acompanha a tentativa de transformar o crescimento do Muse em uma operação de IA com escala suficiente para justificar novos investimentos.


A distribuição da Classe C entra em vigor em **janeiro de 2027**, dando um prazo definido para a mudança acionária começar a fazer parte da estratégia da Meta. O contexto consolidado da expansão prevê despesas de capital de até **US$ 145 bilhões em 2026**, valor relacionado ao esforço de ampliar a infraestrutura de inteligência artificial. A nova estrutura acionária oferece à companhia uma fonte adicional para sustentar esse programa, além de manter o poder de voto existente. O próximo passo será acompanhar como os recursos serão direcionados entre computação, aquisições e pessoas.



## Monetização depende do uso recorrente


O plano de negócios do Muse combina gratuidade para o usuário final com receitas geradas durante a utilização do agente. A **Meta** pretende reter taxas sobre transações comerciais realizadas pela ferramenta e vender acesso a modelos avançados por assinatura. A estratégia depende da continuidade do comportamento já observado nas compras, que envolvem mais de um quarto dos usuários engajados e têm valor médio acima de **US$ 200**. Quanto mais tarefas comerciais forem concluídas pelo Muse, maior será a ligação entre volume de uso, pagamentos e capacidade de financiar a infraestrutura necessária para operar o serviço.


Essa relação entre adoção, custo computacional e receita também oferece uma referência prática para quem acompanha o uso de IA na produção de conteúdo. O **ScalePress**, usado neste portal para estruturar pautas e transformar fontes em publicações, ajuda a observar como diferentes etapas de uma operação podem ser organizadas por ferramentas de inteligência artificial. No caso da Meta, a mesma lógica aparece em outra frente: o agente reúne uma tarefa do usuário, acessa serviços conectados e tenta concluir uma ação comercial. O resultado financeiro dependerá da eficiência desse processo e da confiança necessária para que as pessoas continuem delegando tarefas.



## Próximos marcos da estratégia da Meta


Os próximos marcos anunciados estão concentrados em dois prazos. A nova Classe C começará a valer em **janeiro de 2027**, enquanto a Meta pretende elevar em dez vezes a eficiência computacional do Muse no próximo ano. A empresa também busca preparar a infraestrutura para atender **1 bilhão de pessoas** nos próximos anos. Esses objetivos mostram que a companhia está tratando o agente como um produto de uso amplo, com custos operacionais que precisam ser reduzidos para que a gratuidade ao usuário seja mantida.


A estratégia apresentada no balanço une o crescimento observado no **Muse** à captação de recursos para a expansão de IA. De um lado, a Meta já registra mais de 10 milhões de usuários e atividade comercial relevante; de outro, cria uma classe de ações sem direito a voto para financiar infraestrutura, aquisições e remuneração. O resultado dessa combinação será medido pela capacidade de transformar compras automatizadas em receita, aumentar a eficiência do agente e cumprir o cronograma acionário que começa em 2027.